A candidatura ao Senado Federal de Weverton Rocha (PDT) pelo Maranhão enfrenta seu momento mais delicado após nova operação da Polícia Federal (PF) na última semana. O senador, alvo das investigações sobre um esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários, se viu no centro de uma crise que ameaça a montagem da chapa governista encabeçada por Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão.
O impacto das investigações no cenário eleitoral As recentes ações da PF, que miram movimentações suspeitas de recursos e repasses vinculados ao entorno de Weverton, abalaram a confiança de aliados. O próprio parlamentar nega qualquer irregularidade e classifica a situação como perseguição política. No entanto, a pressão para que seu nome permaneça ou seja retirado da chapa majoritária ganhou força nos bastidores do governo do Maranhão, diante do receio de contaminação eleitoral para Orleans Brandão.
Avaliação e estratégia do Palácio dos Leões Para medir o dano político das denúncias, Carlos Brandão consultou diretamente seus assessores e cogita encomendar pesquisas qualitativas e quantitativas às pressas. O objetivo é compreender se o escândalo torna insustentável a permanência de Weverton na disputa ou se um eventual afastamento pode impactar alianças importantes, especialmente com o Palácio do Planalto.
A formação original da aliança contemplava Roseana Sarney (MDB) e Weverton Rocha na disputa ao Senado, ao lado de Orleans ao governo. Interlocutores confirmam que a indicação de Weverton contou com aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fator que pesa diante do histórico de votação expressivo de Lula no estado — mais de 70% no segundo turno de 2022.
O dilema político de Brandão O governador do Maranhão se encontra diante de uma escolha delicada: insistir na candidatura de Weverton e arriscar desgaste nas urnas, ou romper com uma indicação alinhada ao Planalto, podendo gerar atrito com Lula e seu grupo. A decisão se complica ainda mais pela falta de tempo, já que sábado encerra o prazo legal para registros de candidaturas na Justiça Eleitoral.
Entraves e futuro das alianças A operação da Polícia Federal foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e incluiu busca em endereços ligados a Weverton e aliados. O inquérito aponta possível lavagem de dinheiro e irregularidades em instituições que descontavam valores de aposentadorias do INSS.
Nos próximos dias, Brandão e seu núcleo terão que ponderar, com poucas informações confiáveis, se insistem na composição do grupo ou reestruturam a chapa. O desfecho desses movimentos pode influenciar significativamente o cenário das eleições no Maranhão.
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